Na sua empresa, você enfrenta dificuldade em atrair e engajar os colaboradores para realizarem treinamentos e-learning?

Já parou para pensar os fatores que motivam esse comportamento?

Ainda é comum, em várias instâncias e ambientes educacionais diferentes, encontrar dados que apontam para essa dificuldade. Há casos em que os aprendedores simplesmente cumprem a tarefa “obrigatória” de repassar telas, porque tem prazo e isso é mandatório para sua carreira ou aqueles que nem acessam determinados conteúdos, quando são ofertados livremente como conhecimentos complementares.

Uma análise de cenário lhe permitirá perceber que há diversos fatores que impactam nesse processo como o ambiente em que o aprendedor está inserido (ruídos, interferências diversas, iluminação etc.), a dinâmica de trabalho, a estrutura física para acesso (suficiência ou não dos pontos de acesso, banda de internet etc.), o nível de maturidade e familiaridade com a ferramenta e-learning e com a tecnologia, os recursos aplicados nos cursos (design, fontes, interações, áudio, testes etc.) e outros.

No intuito de trazer algumas contribuições positivas nesse sentido, listamos, abaixo, algumas dicas sobre engajamento no e-learning que podem ser úteis para o seu trabalho:

  1. É extremamente importante conhecer bem o público e avaliar constantemente os dados colhidos nas plataformas LMS. Elas existem para lhe auxiliar nessa coleta de dados e é com eles que você irá perceber quando há grande número de aprendedores “inativos”na sua rede. Esse é o ponto de partida para um trabalho de análise e definição de estratégias de engajamento;
  2. Com base nos dados, você poderá confrontar as informações que tem do público com as informações técnicas do curso, para poder rever a proposta pedagógica e buscar agregar novos recursos e/ou atividades que irão melhorar o engajamento naquele produto educacional. Muitas vezes, o resultado do trabalho com um curso traz insights importantes que servirão como norteadores para toda a estratégia do e-learning na companhia;
  3. Se você ainda não desenvolve cursos que oferecem autonomia ao seu aprendedor, comece a pensar nisso. É importante que ele tenha, no ambiente, condições de navegar com mais autonomia, parando e retomando quando quiser, acessando conteúdos adicionais, ambientes de discussão e colaboração ou mesmo fazendo interface com outros sistemas para começar a exercitar esses conhecimentos na prática. Essa dinâmica irá estimular o aprendedor a continuar na jornada;
  4. É preciso prestar muita atenção a detalhes técnicos como tamanho de fonte, escolha de cores, avatares e a linguagem adequada para cada público. Em muitos casos, para temas muito técnicos, é necessário traduzir ao máximo a mensagem, de forma a aproximar da realidade do aprendedor. A andragogia ajuda nessa criação de simulações. De acordo com a maturidade do público, é possível ainda usar elementos de gamification para enriquecer os percursos, gerando competitividade e maior engajamento. Há ainda empresas que aplicam serious games para algumas temáticas com muito sucesso. Essa preocupação com o formato e com os recursos dentro do percurso é determinante para o engajamento.
  5. A plataforma também é um fator que irá impactar diretamente no engajamento. Para muitas pessoas, fazer um caminho muito longo para chegar ao conteúdo acaba tirando o interesse por aquele curso. Se você tem uma plataforma objetiva, em que o usuário não tem que dar muitos “cliques” para chegar ao objetivo, é melhor. E quanto mais intuitivo e simples for esse caminho, mais rápido o aprendedor irá acessar os conteúdos que você disponibilizou. Há soluções que, por serem mais robustas ou para chamarem mais atenção, pecam por inserir muitas “distrações” nesse percurso, o que acaba comprometendo o engajamento do aprendedor naquilo que realmente importa.
  6. Construir redes internas de colaboração para auxiliar no engajamento também é fundamental. Ter o apoio das gerências de área é essencial e, além disso, de outros atores que possam aumentar o engajamento. Multiplicadores internos, áreas parceiras como comunicação e marketing e outras são sempre bem vindas nesse processo.
  7. Por fim, mas não menos importante, você sempre precisa trabalhar com a noção de relevância. Uma pessoa se guia pelo seu interesse. Dificilmente ela irá se engajar em algo que não acredita ou que seja simplesmente obrigada por um sistema. Quanto maior for a relevância do assunto, mais isso gerará interesse e a motivará a se engajar. O segredo está em como você vende esse produto, em como você o torna relevante para todos.

Para mais dicas interessantes, vários especialistas internacionais organizaram um documento que contem muitas outras dicas para engajamento em diversos níveis. Se quiser ler para melhorar tecnicamente o seu trabalho, baixe aqui: http://support.sapir.ac.il/files/2013/11/ebook_engagementtips2013.pdf

Até o próximo!

Ubirajara Neiva

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