Você já parou para pensar em quantas teorias, métodos e técnicas de gestão são empregadas hoje nas empresas, mesmo nas menores?

Discute-se muito sobre como reduzir custos, tornar os processos mais ágeis e efetivos, resultados mais dinâmicos e satisfatórios, como enfrentar cenários de crise e mercados altamente competitivos e por aí vai. E a gestão deve ser assim mesmo. Requer uma visão muito ampliada para se identificar as melhores oportunidades. Porém, por mais que se aplique essas teorias e técnicas, há sempre um ponto vulnerável na gestão moderna. Um deles e que quero destacar hoje é exatamente a vulnerabilidade do capital humano.

Pessoas podem ser treinadas a executar tarefas, avaliar cenários, riscos, oportunidades, mas quando isso acontece apenas na prática diária do trabalho, a empresa está vulnerável. O capital humano é hoje o maior patrimônio de uma empresa, já que para atingir seus objetivos, ela precisa ter uma retaguarda qualificada ao ponto de garantir a execução daquilo que propõe como produto e/ou serviço.

Seguindo nessa linha de considerar o capital humano ainda como vulnerável na gestão moderna, quero levantar um ponto que considero um doas mais importantes nesse sentido para reflexão. O colaborador é um ponto vulnerável quando é exigido em um ambiente que não domina ou nem conhece e isso acontece com muita frequência nas empresas. Diante de uma dinâmica competitiva e que requer agilidade em ganho de mercado e consequentemente em entrega de produtos/serviços, nem sempre se planeja a inserção dos profissionais nas áreas críticas ou estratégicas para o negócio. Com isso, a empresa obtém resultados aquém do que poderia, além de gerar, nos colaboradores, consequências indesejáveis como altos níveis de tensão, absenteísmo causado por diversas doenças físicas e psíquicas, insatisfação generalizada, dificuldades de relacionamento entre líderes e liderados, entre outras. Sem ações de educação para antever cenários, agregar conhecimentos fundamentais e exercitar com margens de erro as possibilidades, é muito mais difícil alcançar os resultados que se almeja.

E à medida em que temos um ponto vulnerável no processo ou vários pontos vulneráveis, teremos comprometido o resultado de toda uma área. Nas estruturas de gestão organizacional modernas, diversas empresas atrelam a educação corporativa ao RH, outras ao Marketing, outras criam uma área de gestão do conhecimento, outras desenham suas áreas independentes de educação corporativa, mas independentemente de haver ou não uma área institucionalizada para responder pela educação numa empresa, os resultados sempre serão comprometidos enquanto não houver um planejamento estratégico específico para isso.

A redução da vulnerabilidade numa empresa não passa apenas pela aquisição de um software que controla custos, criação de uma área de compliance que desenha procedimentos e processos de ética e regras gerais de atuação ou outras ações similares. Ela passa fundamentalmente por um projeto de educação corporativa que contemple as necessidades do negócio e das pessoas. Além de ser uma estratégia inteligente, é também uma forma de aumentar a competitividade da empresa.

Você, na sua empresa, já pensou sobre isso? Como tem identificado e tratado os pontos vulneráveis?

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Até o próximo!

Ubirajara Neiva

E-LEAD+

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